13 de dezembro de 2013

Capítulo Cinco

“True love might fall from the sky. You never know what to find, but didn't he blow my mind this time. Didn't he blow my mind?” – Milk and Toast and Honey, Roxette. 
(soltem a música quando eu der o sinal ok? *-* link)


- Pronto, por hoje é só queridos!
Era o fim de mais um ensaio exaustivo. Despenquei no chão e comecei a tirar as sapatilhas. Antes de sair da sala, não pude me conter, tive que perguntar por Joseph.
- Ele saiu, foi até a agência de propaganda onde ele vai trabalhar. – Foi o que Beatrice disse enquanto arrumava as coisas na sala. Agradeci e sai de lá apressada. Não vi o sorriso que ela pôs nos lábios segundos depois de me responder.
Assim que entrei no carro meu celular tocou. O visor piscava o nome de Maurício e eu me apressei em atender.
- Oi amor.
- Já saiu do balé, linda? – ele perguntou do outro lado da linha.
- Acabo de entrar no carro. Porque? – perguntei curiosa. Maurício conhecia meus horários. Não que fosse do tipo de namorado controlador, mas conhecer os hábitos da pessoa com que você pretende passar o resto da vida é algo normal. Certo?
- Estou saindo do trabalho e passo na sua casa daqui a meia hora. Tenho uma surpresa pra você. – ele disse e pude ver o sorriso perfeito em seus lábios enquanto falava.
- Você sabe que eu odeio surpresas! – eu disse frustrada. Não é exatamente a surpresa o que me desagrada e sim todo o mistério que a ronda. Não gosto de não saber das coisas.
- Mas dessa você vai gostar! Te encontro daqui a pouco? – acrescentou tranquilo. Ele sabia que eu não negaria.
- Claro, amor! – respondi e soltei um suspiro derrotado. – Estarei pronta.
Despedimo-nos e dirigi até em casa. Tinha agora exatos 15 minutos para tomar um banho e colocar uma roupa que me permitisse ir desde um restaurante para um almoço romântico até uma padaria na esquina. Viu? Mais um motivo para eu odiar surpresas!


- Você não vai mesmo me contar? - perguntei a Maurício pela milésima vez desde que ele dera partida no carro.
- Claro que não! Já disse que é uma surpresa e surpresas não se contam! - ele disse sorrindo enquanto dirigia.
- Odeio surpresas! - sentenciei e cruzei os braços fingindo uma falsa raiva. No fundo era só eu sendo um pouco mimada e muito curiosa.

(podem dar play :D)

Enquanto seguíamos viajem para sei lá onde o rádio começou a tocar uma música antiga, daquelas que meu pai costuma ouvir. Roxette, era o nome do grupo. Repentinamente me deixei levar pela letra e viajei na paisagem encantadora que via através da janela do carro. Quando dei por mim, o carro havia parado e Maurício me encarava com o mesmo sorriso lindo de sempre.
- Chegamos. - anunciou e desceu do carro.
Fiz o mesmo e olhei ao me redor. Só havia árvores e mais árvores. Olhei pro meu noivo com cara de confusa e o ouvi soltar um risinho antes de estender a mão pra que eu pegasse.
Maurício me conduziu até bem perto de uma árvore gigante com folhas bastante verdes. Embaixo dela havia um tronco caído que serviu de banco para nos dois. Ao olhar para o horizonte pude ver o sol em seus preparativos para se pôr.
- O show está prestes a começar. - Maurício disse baixinho em meu ouvido.
Ficamos olhando para o horizonte, abraçados. E enquanto o sol se escondia, testemunhamos o céu variar do laranja radiante ao lilás celestial. Uma visão linda em um momento único.
- Foi aqui que meu pai pediu minha mãe em casamento. - ele disse sem tirar os olhos do horizonte. - Eles estavam voltando da casa de uns amigos e minha mãe fez meu pai parar o carro pra ver o pôr-do-sol. E antes que ele sumisse de vez no horizonte, meu pai a pediu em casamento.
- Não sabia que seu pai era romântico assim. - comentei distraída com os olhos dele que agora estavam hipnotizadoramente verdes. Mais do que o normal.
- Pois é... - ele concordou rindo e olhando, finalmente, em meus olhos. - Eu marquei a data do nosso casamento. - disse de maneira doce que me fez querer colocá-lo em meu colo. Mas minha reação ao que foi dito foi um gigantesco sorriso.
Eu não tinha dúvidas do quanto amava Maurício. Ele era tudo o que eu podia querer em um homem. Sinceridade, gentileza, educação, hombridade... Sem contar que ele era lindo! Eu estava prestes a me casar com um verdadeiro príncipe!
- Você não vai dizer nada? - ele perguntou por fim diante do meu silêncio prolongado.
- Desculpa, mas eu estava ocupada pensando no que eu poderia ter feito de tão bom pra te merecer. - eu respondi e o vi corar. Não resisti. Passei meus braços em volta do pescoço dele e o beijei. Sentindo em minha boca o gosto doce que vinha dele, apenas para ter mais certeza de que era aquele gosto que eu queria sentir para o resto da minha vida. 
Voltamos para casa depois de alguns minutos sentados ali, presos àquele momento mágico que nos cercava. Assim que estacionou em frente a minha casa, percebi que ele não entraria, pois sempre que ficava para o jantar deixava o carro na garagem.
- Não vai jantar com a gente?
- Acho melhor não... – havia certa hesitação na voz dele. Algo que seus olhos também demonstravam.
- Algum problema? – perguntei enquanto tocava a mão dele que repousava em sua perna direita.
- Não, mas é que tô cansando... É melhor eu ir para casa. – ele disse e sorriu, de modo a tentar me tranquilizar. Não conseguiu.
- Se você tiver algo para me contar, não precisa ser agora, mas saiba que eu estou aqui pra te ouvir e pra te ajudar. - eu sabia que havia algo de errado, mas não quis forçar nada.
O vi fechar os olhos e soltar o ar lentamente. Por um momento pensei que veria Maurício chorar. Seus olhos ficaram vermelhos.
- Eu amo muito você! – foi o que ele disse.
- Eu também o amo demais! – minha resposta.
O abracei apertado e depois de um longo beijo - urgente da parte dele - saltei do carro e o vi partir. Não posso negar que fiquei magoada por saber que algo estava acontecendo e ele não quis dividir comigo. Mais ainda por pensar que tinha algo a ver com minha família. Devia ser algo sobre a data marcada do casamento e ciúme do meu pai. Ainda assim, preferia que ele tivesse dito algo.  Como disse antes, odeio não saber das coisas.


Continua...


* “Amor verdadeiro pode cair do céu. Você nunca sabe o que encontrar, mas não é que ele me surpreendeu desta vez. Não me surpreendeu?”.


n/a: Oi amores! :D Capítulo lindo, mas acho que vocês não curtirão muito u.u hahaha Mas vocês não podem negar que o Maurício é fofo *-* E marcou a data do casamento :x Ou seja... Pois é! u.u O que poderia mudar o rumo dessa história? Será que existe algo que pode mudar isso? Ou o destino da Demi é mesmo entrar na igreja ao encontro de Maurício? Não perca as cenas do próximo capítulo de SWEET DISASTER! ~música de suspense~ kkk viajei, ok! Mas é isso amores! Comentem, digam o que acham e conversem comigo que eu prometo sanar algumas -eu disse ALGUMAS- dúvidas ;) Beijos e até o próximo capítulo! :***

DIVULGAÇÃO>>>>>>  A garota que eu quero
                                            Heartbreaker



10 de dezembro de 2013

Capítulo Quatro

Have you seen that girl, have you seen her. She's the freakiest thing you gotta meet her. You'll do whatever it takes to get her by your side.” – Walks Like Rihanna, The Wanted.


No inicio ter minha visão de vários ângulos me incomodava. Era muito estranho poder ver cada detalhe de um movimento e saber se era esse o resultado que você queria ou não. Passei a odiar espelhos por alguns meses e não podia ver nenhum na minha frente. Depois passei a entender que nós - eu e o espelho - podíamos ser amigos. Desde então ele passou a ser meu melhor amigo. O único que me mostrava meus erros sem medo de me magoar, pois sabia que era pro meu bem. O único que sempre falou a verdade. Estar diante dele, enquanto treino os passos já incansavelmente ensaiados é como se estivéssemos conversando.
- Isso, assim esta ótimo! - ele dizia orgulhoso. - Não, não, agora ficou muito exagerado! Seja mais suave.
Eu sempre ouvia seus conselhos.
E esse é o momento em que você começa a me achar louca.
- Querida você ainda esta aqui? - senhora Mathews disse entrando na sala.
- É... Decidi treinar um pouco mais... - respondi meio ofegante.
Ela sorriu e acenou com a cabeça.
- Soube que foi até minha casa ontem. – ela disse sorrindo.
- Ah, é... Joseph me levou pra lá por que...
- Porque você estava sem dormir... – ela completou minha frase e respirou fundo. O sorrido desapareceu de seus lábios. – Você passou a noite ensaiando, não foi?
Não respondi, apenas baixei os olhos e respirei fundo.
- Querida, por que? – ela perguntou erguendo meu queixo para olhá-la.
- Eu precisava que os passos ficassem perfeitos! – disse sincera e quase suplicando pelo entendimento dela.
- Mas querida, você é perfeita! – ela disse sorrindo.
- A perfeição só vem com trabalho árduo. A senhora me ensinou isso! – eu disse firme.
- Eu sei que ensinei, mas se preocupar demais com isso pode fazer mal, meu amor. – ela disse com ar maternal e aquele sorriso doce nos lábios.
- O balé é a razão da minha vida, senhora Mathews. Eu preciso ser realmente boa nisso! – eu disse sendo o mais sincera possível.
Ela apenas sorriu e acariciou meu rosto.
- Um dia você irá entender que perfeição nem sempre é o que importa. – ela disse e sorriu, meio triste... – Mas, por hora apenas me prometa não cometer a loucura de deixar de dormir de novo!
- Eu prometo. – disse sorrindo e dando um abraço apertado na senhora que eu tanto queria bem.
Esperei que ela saísse e recomecei desde o inicio. Eu prometi não ficar mais sem dormir. Não disse nada sobre deixar de ensaiar.
 Rodopios e saltos executados uma, duas, três vezes. E quantas mais fosse preciso. Eu simplesmente perdia a noção do tempo quando ensaiava.
- Você não cansa não? - ouvi uma voz familiar me dirigir a palavra e soltei um risinho acompanhando de um suspiro de cansaço.
- Oi Joseph. - disse e sorri balançando a cabeça.
- É sério! Esse negócio todo de repetir a mesma coisa centenas de vezes deve ser chato pra cacete! - ele disse e cruzou os braços, encostando-se melhor na parede próximo a porta.
- A prática leva a perfeição. Já ouviu falar? - perguntei enquanto sentava no chão. Estava me rendendo ao pedido desesperado do meu corpo por descanso.
- Já sim, mas no seu caso esta levando a loucura... - ele disse e eu apenas ri. Não conseguia levá-lo a sério. Vai ver era pelo ar de deboche ou de ironia que sempre acompanhava cada palavra dita por ele.
- Bem, então serei uma louca perfeita ao menos... - olhei para ele sorrindo e senti um arrepio percorrer pela minha espinha quando notei que ele também sorria.
- Que tal você deixar de ser perfeita por um dia e me mostrar a cidade? - ele perguntou com uma sobrancelha levantada, como quem faz um pedido irrecusável.
Pensei por uns instantes e resolvi aceitar. Não custava nada fazer novos amigos.
- Tá certo. Mas você vai ter que esperar eu tomar um banho e tudo mais... - eu disse levantando-me e indo até minha bolsa.
- Não tem problema, só não vai tomar o banho perfeito se não ficaremos aqui a noite toda. - eu não pude deixar de rir com a "piada" e não respondi, apenas dei-lhe um tapa no braço ao passar por ele em direção a saída.

- Nossa! Você não se cansa de comer essas coisas gordurosas não? – ele disse, assim que entramos em uma pastelaria. Claro que foi ele quem sugeriu. E claro que ele estava curtindo com a minha cara.
- Haha, que engraçado você! – eu respondi sorrindo forçado. – Mas saiba que se o Gabriel não conseguir me carregar a culpa é inteiramente sua!
- Gabriel? O nome do seu noivo não era Maurício? – ele perguntou meio confuso.
- Gabriel é o bailarino que dança comigo. – respondi, prestando mais atenção no cardápio do que no que dizia. – Nunca pensei que pastel pudesse ter tantos recheios!
- Bom, eu já escolhi. Vou ficar com esse de frango e cheddar, porque é a única coisa que não parece tão estranha pra mim. – Joseph respondeu e disse o número do pastel para o garçom.
- Eu vou querer o de calabresa com cheddar. – disse diretamente ao garçom.
- Você também enfia o pé na jaca mesmo né? – ele disse rindo.
- Quem tá na chuva é pra se molhar, não é o que dizem? – eu respondi dando de ombros.
- Então... Quando vou receber o convite pro casamento? – ele perguntou de maneira presunçosa.
- Quem disse que você será convidado?
- Eu disse. – ele respondeu, prático.
- Alguém já te disse que você é muito arrogante? – perguntei de maneira sincera. Eu realmente queria saber isso.
- Devem ter dito, mas é lógico que eu não dei a mínima. – ele respondeu simplesmente.
- Então é isso o que você faz?  - perguntei enquanto o garçom colocava copos e molhos sobre a mesa.
- O quê? – ele perguntou confuso.
- Quando recebe uma crítica. Você finge que não ouve?
- É... Bem por aí. – ele disse dando de ombros.
Fiquei calada enquanto o observava o garçom chegar com nossos pedidos e Joseph começa a comer. Como alguém conseguia não ligar pra outras opiniões? Como ele conseguia não se deixar abater quando era criticado?
- Come. – ele disse apontando pro pastel em minhas mãos. – Frio deve ficar horrível.
Eu sorri e dei uma mordida. Mas meus pensamentos já não estavam ali.

- Juro! Nunca mais como essa coisa. – disse enquanto procurava um analgésico em minha bolsa.
- Mas só na sua cabeça que a combinação calabresa e chadder não teria sal a beça! – ele disse enquanto guiava meu carro.
-Caramba, minha cabeça vai explodir! – disse no momento em que encontrei a cartelinha de remédio dentro de um dos bolsos “secretos” da minha bolsa. - Dobra na próxima a esquerda. – eu disse antes de por o comprimido na boca e engoli-lo. – É essa toda branca com portão preto.
- Bom, está entregue. – ele disse puxando o freio de mão.
- E como você vai voltar pra casa? - perguntei preocupada.
- Eu pego um táxi, pode deixar. – ele disse e saltou do carro. Eu fiz o mesmo.
- Obrigado pela companhia. – ele disse colocando as mãos no bolso.
- Por nada. – eu disse e sorri.
- Quando vamos fazer isso de novo? – ele perguntou meio desinteressado e, por um momento, me perguntei se essa despretensão era fingida. – Você sabe. Eu não conheço ninguém aqui sem ser você e minha mãe.
- Tudo bem, a gente pode marcar alguma coisa. – eu disse e sorri. – Aproveito a oportunidade e te apresento o meu noivo. Vocês vão se dar super bem.
- Tenho certeza que sim. – ele disse e baixou os olhos sorrindo de alguma coisa que eu não compreendi, mas decidi não perguntar.  – Vou indo, então.
- Tá certo. – eu disse meio sem saber o que fazer. - Tchau.
- Tchau. – ele disse e virou-se se pondo a caminhar, mas antes que desse três passos voltou-se pra mim novamente – Ah, antes que eu esqueça, pode me chamar apenas de Joe. Você sabe, Joseph é muito formal.
Eu ri e concordei levemente com a cabeça.


Continua...

* “Você viu aquela garota? Você a viu? Ela é a coisa mais maluca, você tem que conhecê-la. Você vai fazer o que for preciso para levá-la ao seu lado.”



n/a: Oie! :) Mais um capítulo cheinho de Jemi! <3 Acho que tô sendo muito legal com vocês... Sei não, acho que tá na hora de dar uma mudada nisso u.u kkkk Bem, mais uma vez o desastre gastronômico do recheio de cheddar com calabresa fica por conta da minha irmã e pra quem interessa ela ficou sim morrendo de dor de cabeça porque a pressão dela subiu levemente e passou a noite vomitando :/ Por tanto, não façam isso em casa! u.u kkk Enfim, amores meus, volto em breve com o capítulo cinco e falando sério, não se acostumem só com sorrisos... :x Comentem tá, babies! Beijos e até a próxima! :***

Divulgação>>>>>>> http://iloveyouforevermylove.blogspot.com bem, recebi esse pedido de divulgação, mas pra mim aparece 'Permissão negada'. Porém pediram pra divulgar e aí está! ;D