A neve caia levemente
na face rosada de Demi enquanto caminhava apressada até seu destino. O inverno
havia chagado em Londres e todos na rua andavam como uma versão fashion dos esquimós. O vento quente
bateu reconfortante na pele de Demi assim que ela passou pela porta de vidro.
- Bom dia! - a moça de
uniforme creme e cabelos castanhos cumprimentou sorridente.
- Bom dia Melissa! Alguma novidade? - perguntou enquanto retirava as luvas e caminhava para sua
sala sendo seguida pela moça.
- Bem, eu confirmei a
palestra de amanhã e agendei uma visita pra semana que vem da Senhora Wine.
Ela precisa de ajuda para a filha de 15 anos.
Demi parou por um
instante, já sentada em sua confortável cadeira giratória e de frente pra sua
mesa.
- 15 anos... -
murmurou. Melissa apenas abaixou os olhos e respeitou o silencio. Aprendeu
durante os meses que trabalha ali que Demi sofria por cada novo caso na mesma
proporção que se emocionava quando via uma vida salva. - Esta certo. Obrigada.
Como andam as coisas no outro setor?
- Mais agitados. Várias
entradas só essa semana. - ela disse mordendo o lábio inferior.
- Daqui a pouco será
preciso expandir. - Demi concluiu para si própria. - Obrigada Melissa, se precisar
eu chamo.
A moça pediu licença e
saiu da sala. Desde que voltou para Londres, Demi só tinha certeza de uma
coisa: queria ajudar as pessoas. Especialmente as que sofrerem do mesmo mal que
ela. Passou alguns meses como voluntária e, depois de alguns empréstimos e sociedades, abriu
a própria clinica.
Três batidas suaves e compassadas puderam
ser ouvidas antes de a porta abrir.
- Bom dia, flor do dia!
- a voz galanteadora era a mesma e parecia perfeitamente certa à camisa social azul-clara de mangas longas, levemente dobradas até os cotovelos, a calça e os
sapatos também sociais e pretos. - Posso saber se a senhorita já tomou seu café
da manhã?
- Hm, ainda não porque
meu namorado ainda não veio me buscar pra isso. - Demi disse sorrindo.
- Mas que namorado
desnaturado! - o rapaz respondeu caminhando até a mesa e apoiando-se nela com as duas mãos. - Ele devia cuidar
melhor da namorada maravilhosa que tem.
- Mas ele cuida. Muito
bem! - ela disse e curvou-se sobre a mesa para beijar os lábios rosados de Joe
que sorriu depois. – Como foi seu começo
de dia? Fiquei sabendo que teve várias entradas essa semana?
- Muitas! E é
impressionante como me vejo em cada um deles... – Joe disse com os olhos
tristes.
- Sei como é... – Demi
acariciou a mão do namorado e sorriu compreensiva.
Pois é... Joe não só
viajou com Demi para Londres como compartilhava com ela o mesmo sonho de ajudar
pessoas que passaram pelo mesmo problema que ele. E bem diz por aí que dois é
melhor que um. Agora, além de namorados, eram sócios da clínica de reabilitação
para dependentes químicos e pessoas com distúrbios alimentares e emocionais. Compartilhavam mais que o mesmo sentimento, tinham em comum os mesmo sonhos i ideais.
- Bem, vamos para o
café? – ele disse dando o braço para que a namorada o pegasse e assim ela fez.
Assim que abriu a
porta, Demi foi sufocada por balões vermelhos e confetes jogados em sua cabeça
por funcionários eufóricos. Mas o que era aquilo? Não era seu aniversário nem
nada!
- O que é isso? – Demi
perguntou sorrindo.
Porém o sorriso logo se transformou em queixo caído assim
que viu Joe ajoelhado aos seus pés com uma caixinha de veludo nas mãos. Não.
Ele não podia estar fazendo isso!
- Demi, eu sou péssimo
com as palavras, mas... – ele riu nervoso e umedeceu os lábios antes de
continuar. – Você aceita se casar comigo?
É. Ele estava fazendo
isso.
Demi olhou para seus
funcionários. Todos cúmplices daquele momento e telespectadores também. E seus olhos marejaram. A resposta era óbvia e
saiu naturalmente, como devia ser.
- Claro que sim.
O coro uníssono tomou
conta do ambiente, mas tudo que Demi percebeu foi o sorriso lindo que brotou no
rosto de Joe. Se ela tivesse dúvidas, o que não era o caso, saberia naquele
instante que estava fazendo a coisa certa.
O beijo veio acompanhado de mais gritinhos e sorrisos eufóricos. Um beijo meio tímido e feito para selar o amor que nasceu ainda na infância e permaneceu por anos. E depois de tudo o que passaram, ainda continuava forte e insolúvel. Como se ainda tivessem naquela casa da árvore com os pés pendurados e sentindo o vento acariciar seus rostos.
E agora, apenas o “Para
Sempre” os esperava.
Ah, o nome da clínica?
Foi ideia de Joe. Chamava-se: Clínica de Reabilitação Elliot.
Agora sim, Fim.
n/a: Agora acabou! :(((( Ai gente, tô chorosa! Essa fic, como já cansei de dizer, foi/é muito importante pra mim e me despedir dela tá sendo mais difícil do que imaginei... Quero agradecer imensamente a cada leitora linda que dedicou um pouco do seu tempo pra acompanhar minha fic, obrigada a cada comentário feito, cada elogio, cada surto (que eu amo) enfim... Obrigada por ficarem comigo mesmo depois de eu ter furado muitas vezes com vocês. (desculpa mais uma vez por isso!). Não quero me estender muito aqui, então é isso... Uma nova fic vem por aí e eu espero que vocês gostem e continue me amando! (me deixa sonhar que vocês me amam hahaha) Até o próximo post meus amores que vai ser de UMA MINI FIC linda que escrevi tem um tempo e tals... ;) Enfim, não esqueçam de me contar o que vocês acharam do fim, se gostaram se não gostaram... :D Beijos e até logo! :***