-
Oi Demi. – Mike atendeu a porta depois de várias batidas.
-
Cadê o Joe? – ela perguntou aflita. – Ele não foi ontem lá comigo pegar o
dinheiro e... Porque você está de óculos escuros?
-
Por nada, é só conjuntivite. – ele deu de ombros. – Quanto ao Joe, eu não sei e
não quero saber e se eu fosse você também trataria de sumir da vida dele.
-
Porque você está falando assim? – Demi não entendeu a atitude de Mike.
-
Porque eu cansei, Demi. O Joe não tem mais solução. – Ele disse visivelmente
irritado.
-
Mas você sempre esteve ao lado dele, você não pode desistir agora! – Demi disse
aproximando-se mais de Mike.
-
O Joe não quer ser ajudado. Ele está se matando e matando a gente também... Não
dá mais pra viver em função dele. – Mike disse tentando não chorar e Demi
percebeu isso.
-
Tira os óculos. – ela pediu calmamente.
-
Pra que, Demi eu já disse que é...
-
Tira os óculos! – ela pediu mais alto.
Depois
de certa relutância, Mike tirou os óculos revelando uma grande macha arroxeada
em volta do olho esquerdo que estava muito inchado. Demi não precisou
perguntar, pois sabia quem tinha feito aquilo e por quê. Respirou fundo e
depois de fazer um breve afago no braço de Mike virou-se em direção da saída.
-
O que vai fazer? – Mike perguntou antes que Demi cruzasse a porta.
-
Vou apelar pro último recurso. – ela disse olhando por sobre o ombro. – Se isso
não der certo, não sei mais o que pode dar...
***
Dois dias depois...
-
Pra você. – Mike entregou o bilhete da direção da faculdade que estava
direcionada a Joe.
-
O que é?
-
Não sei. – Mike respondeu e saiu pela porta. Eles já não eram mais amigos, mas
Joe esquecia disso ás vezes.
O
garoto respirou fundo e abriu o envelope, leu rapidamente e depois passou as
mãos pelos cabelos. Levantou-se e foi para o banho, precisava se arrumar logo.
Depois
de colocar sua melhor roupa e pentear bem os cabelos, Joe seguiu para a sala do
reitor da faculdade. Suas pernas tremiam e ele temia cair a qualquer momento.
Ao chegar na sala, foi anunciado pela secretária e logo adentrou ao escritório e
quase caiu pra trás com o que viu.
Sentados
ali, em frente ao reitor, estavam seus pais.
***
A
conversa foi longa. Foram três pontos de vistas debatidos: A do reitor que não
queria um viciado em sua faculdade; a dos pais de Joe que queriam que o filho
tivesse uma segunda chance; e a de Joe, que de certa forma, pouco importava,
visto que ele era uma espécie de réu em um julgamento sem aviso prévio. A ele só
cabia esperar a sentença, que veio em forma de um balde de água fria.
-
Então está certo, Joe fará o acompanhamento psicológico aqui mesmo na
faculdade. – sentenciou o reitor e para Joe só faltou que ele batesse o
martelo.
O
garoto não pode reclamar e, de certa forma, ele sabia que o pior ainda estava
por vir, pois ainda não tinha tido a conversa a sós com seus pais.
“Estamos
muito decepcionados com você”
“Onde
nós erramos?”
“Por
quê?”
“Você
é um irresponsável!”
Essas
foram apenas algumas frases deferidas pelo senhor e pala senhora Jonas. Claro,
todas elas regadas a muitas lágrimas que era pra fazer com que Joe se sentisse
ainda pior. A única coisa que ele conseguiu dizer foi: desculpa.
Assim
que seus pais saíram da faculdade, Joe caminhou bufando até seu dormitório.
Mike pagaria por ter quebrado sua promessa.
-
Eu avisei pra você não colocar meus pais nessa história! – ele disse assim que
entrou no quarto e imprensou o ex-amigo na parede.
-
Do que você está falando? – Mike dizia com dificuldade.
-
Você ligou pros meus pais, não foi? – Joe disse tentando controlar a raiva.
-
Eu não fiz isso, cara! – Mike disse com uma expressão tão confusa que Joe não
pode deixar e acreditar.
-
Mas então quem... – Joe não precisou nem pensar muito. Claro, se não foi Mike
só podia ter sido ela. Demetria!
***
-
Abre a porra dessa porta, Demetria! – ele gritava enquanto esmurrava a porta do
quarto.
-
Ei, que escândalo é esse? – a garota abriu a porta e o encarou assustada.
-
Quem mandou você se meter na minha vida? – ele perguntou enquanto entrava no
quarto sem pedir permissão.
-
Do que você está falando? – ela quis saber.
-
Não se faça de idiota! – ele disse revoltado. – Você ligou pros meus pais e
contou tudo pra eles!
Demi
engoliu em seco e lembrou-se do fato.
-
Eu só estou querendo te ajudar, Joe...
-
Ajudar? Você está querendo me ajudar? – ele perguntou meio sarcástico. – Se
você visse a cara que minha mãe fez... E meu pai! Por Deus, Demi, você destruiu
a minha vida!
-
Foi a única saída que eu encontrei ou você ia se matar aos poucos! – ela disse
quase gritando.
Joe
respirou fundo e piscou os olhos lentamente. Nunca pensou que falaria aquilo,
mas não via outra saída.
-
Acabou, Demi.
-
O quê? – ela perguntou atônita.
-
A gente! – ele disse fazendo um sinal com a mão que indicava eles dois. – Não
dá mais, desculpa...
Demi
nada disse, mas conseguia sentir os olhos encherem de lágrimas.
Joe
caminhou até porta passando por ela e quase mudou de ideia quando sentiu o
perfume da menina impregnar suas narinas.
-
Um dia você vai entender que o que fiz pro seu próprio bem...
Joe
escutou essas palavras antes de sair do quarto, porém em nada mudou sua
opinião. A última coisa que Demi ouviu foi a porta batendo atrás de si.
Continua...
n/a: Amores meus! <3 Sorry, sorry, sorry... mas vou ficar devendo MAIS UMA VEZ as respostas, mas gente minha vida está uma loucura, provas, seminários, trabalhos e práticas... tô pra ficar louca! Entro aqui só com tempo de postar o cap. e falar um pouquinho com vocês por meio dessa nota :) Espero que gostem do capítulo, juro que estou me esforçando pra escrever algo bem legal pra vocês nessa reta final da fic! Muito obrigada a todas que comentara e as novas seguidoras sejam muito bem vindas! :DAté próximo post, lindas, beijos! :***